Circuit Breaker na Bolsa de Valores

O Circuit Breaker é a paralisação dos negócios na Bolsa de Valores quando seu principal índice cai mais do que um certo limite. No caso da B3, a Bolsa brasileira, o mecanismo é acionado quando o seu principal índice, o Ibovespa, cai mais de 10% em relação ao fechamento do dia anterior. 
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2020/03/16/bovespa.ghtml 

No início de março de 2020, a Bolsa brasileira precisou ativar o Circuit Breaker por algumas vezes na mesma semana diante do avanço global do coronavírus. No mesmo intervalo, o Circuit Breaker também foi ativado na Bolsa de Nova York (NYSE). Os principais índices da duas Bolsas, o Ibovespa e o S&P500, respectivamente, registraram quedas históricas.
(fonte: site Fundamentus)
No Brasil ou em outras Bolsas ao redor do mundo, o mecanismo é um módulo de segurança ativado em momentos de pânico para investidores do mercado financeiro. Como ele foi criado, quando é ativado e o que fazer diante de um Circuit Breaker serão alguns dos tópicos que explicaremos melhor na sequência. 
Fonte: https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2020/03/30/os-bastidores-de-um-circuit-breaker.htm 

A palavra Circuit Breaker significa disjuntor. Sim, aquele dispositivo eletromecânico que geralmente faz parte do quadro de distribuição de energia dos imóveis e é acionado quando há uma sobrecarga elétrica em uma determinada instalação. Como o disjuntor, o Circuit Breaker possui uma função de segurança: reduzir a volatilidade dos mercados, isto é, a forte instabilidade que pode se seguir a um acontecimento de grande impacto para as Bolsas. 

Na Bolsa brasileira, ele pode ser ativado em três níveis: 

-Primeiro Nível: Quando as quedas no Ibovespa atingem 10% em relação ao fechamento do dia anterior, os negócios são suspensos por 30 minutos;

-Segundo Nível : Após o retorno das negociações, caso as perdas cheguem a 15% em relação ao fechamento do dia anterior, as transações são  interrompidas por uma hora; 
 
-Terceiro Nível : Se as duas primeiras paralisações não forem suficientes para conter o mercado, e a desvalorização do Ibovespa chegar a 20%, o circuit breaker é ativado novamente, mas, neste caso, só a B3 poderá definir quando as negociações serão retomadas. Importante lembrar que o circuit breaker nunca é ativado na última meia hora do pregão. 
  

Como foi a criação do Circuit Breaker? 

O mecanismo foi criado após o crash da Bolsa de Nova York, em 22 outubro de 1987, dia também conhecido como Black Monday, quando o índice do mercado norte-americano, Dow Jones Industrial Average (DJIA), caiu 508 pontos (22,6%), a maior queda percentual do índice em um único dia. Após o colapso, o FED (Federal Reserve, que funciona como o Banco Central dos EUA) e as Bolsas de Valores criaram os Circuit Breakers tem como o objetivo de dar um tempo para os investidores refletirem sobre a interrupção temporária das negociações. 
Na prática, o Circuit Breaker suspende todas as ordens de vendas automáticas (stop loss). Assim, caso o investidor queira realmente se desfazer dos seus papéis, terá que submeter novamente os ativos para venda. O Circuit Breaker tem ainda uma função psicológica, ele contém o pânico dos mercados, dando aos investidores alguns minutos para respirar e pensar. 


-Segue abaixo alguns fatos que provocaram o Circuit Breaker no Brasil: 

Antes das paralisações de março de 2020, o Circuit Breaker já havia sido acionado outras 18 vezes no Brasil. Na maioria das situações, por fatores externos à economia local. Na última vez, no entanto, o contexto político brasileiro puxou as quedas naquele que ficou historicamente conhecido como Joesley Day (17 de maio de 2017). Como parte do acordo de delação premiada para obter redução na pena por lavagem de dinheiro e corrupção, o executivo do Grupo JBS, Joesley Batista, divulgou um áudio do então presidente Michel Temer autorizando a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha. A gravação levou incertezas quanto à continuidade de Temer na presidência, gerando insegurança quanto ao futuro político e econômico brasileiro. No dia, o Circuit Breaker entrou em ação, mas as quedas do Ibovespa chegaram a mais de 12% em uma hora.

Nas outras 14 vezes em que foi acionado, o Circuit Breaker respondeu a crises nos mercados externos, especialmente na Ásia e na Rússia. Durante a crise de 2008, o Circuit Breaker foi acionado seis vezes. Antes, no dia 11 de setembro de 2001, em função dos atentados terroristas nos Estados Unidos, o Circuit Breaker não chegou a ser acionado, mas a Bovespa interrompeu definitivamente o pregão às 11h15, quando o Ibovespa caía 9,18%. 


O que fazer diante de um Circuit Breaker ? 

Uma boa maneira de mensurar o impacto das perdas de seus ativos é analisar o valor real de mercado das companhias que compõem o seu portfólio versus o valor negociado em um dia de grandes perdas. 
Por exemplo, se o valor de mercado de uma organização for de R$ 1 bilhão, as transações que somem R$ 10 milhões em um dia não terão grande relevância para os papéis daquela companhia em longo prazo. A empresa, seu trabalho, seus produtos e resultados permanecerão no mesmo lugar. 
 
Uma boa maneira de mensurar o impacto das perdas em seus ativos é analisar o valor real de mercado das companhias que compõem o seu portfólio versus o valor negociado em um dia de grandes perdas. 
Por exemplo, se o valor de mercado de uma organização for de R$ 1 bilhão, as transações que somem R$ 10 milhões em um dia não terão grande relevância para os papéis daquela companhia em longo prazo. A empresa, seu trabalho, seus produtos e resultados permanecerão no mesmo lugar. 

03/08/2020   

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