O CICLO DAS COMMODITIES

Dizer que o mundo está cada vez mais conectado tornou-se algo clichê, porém reforçar o óbvio em muitos casos é necessário.

Em 2020 ficou nítido para o investidor leigo sobre o impacto dessa conexão global. Não apenas pelos nefastos efeitos da pandemia, como também pelos cenários econômicos distintos que os investidores vivenciam atualmente.

Salienta-se a recente crise do petróleo em março deste ano, quando o mundo mesmo percebendo a redução global na demanda da commodity, não conseguiu firmar um
acordo com a Rússia, que teve como retaliação a essa postura pouco cooperativa, uma injeção de produção de petróleo pela Arábia Saudita.

Exemplo de imagem
Como alguns devem recordar, tal movimento árabe, somado ao início da redução de consumo do produto pela diminuição dos voos, reduziu o preço do barril de petróleo, a um ponto tão crítico que houve impactos econômicos históricos sobre o  armazenamento da commodity nas bolsas e mercados futuros até então nunca vistos. Sem comentar o prejuízo para as empresas e regiões econômicas dependentes da extração e refino do petróleo.

Neste sentido, naquele momento conseguimos perceber o impacto que uma commodity causa na economia do mundo todo.

Mas o que é uma commodity? A commodity é o termo usado para se referir a uma mercadoria em estado bruto ou primário, singular, de importância comercial. Ou seja, bens que podem ser substituídos e usados por outros da mesma espécie,
qualidade como forma de troca.

Alguns países, ou centros comerciais cresceram e sobrevivem, basicamente da extração e comercialização de determinadas commodities.

Para exemplificarmos, vamos aos tipos de commodity.
Agrícolas, que são originalmente produtos do agronegócio, como a soja, o trigo, o boi gordo, o milho, a celulose dentre outros produtos.

As energéticas, ligadas essencialmente a produção de energia como o petróleo, a própria energia elétrica, o carvão, o gás natural.

As financeiras, constituídas por moedas válidas e lastreadas conforme sua característica, como o dólar, o Real, os títulos públicos e o polêmico bitcoin.
Por fim, temos as commodities minerais, como os metais preciosos e os minérios, exemplo: minério de ferro, alumínio, ouro, prata.

Para o investidor as commodities podem ser negociadas através da participação de fundos de investimento que simulam as variações nos preços dos ativos, como também em negociações de contratos futuros, ou ainda, nas negociações (compra e
venda) de ações das empresas que atuam nos diferentes mercados de commodities.

Em linhas gerais, os contratos futuros são mecanismos criados para proteção dos produtores contra a volatilidade do preço de suas mercadorias, tais contratos podem ser operados pelos investidores e especuladores, a fim de obter rentabilidade dentro das variações apresentadas, no período de validade do contrato.

A atuação acionária ocorre pela compra ou venda de ações das empresas que trabalham diretamente com a extração, a produção ou alteração das commodities, tais como a Petrobras (petróleo), a Vale (minério de fero) e a Suzano (Celulose).

Importante destacar que não apenas as empresas que atuam nestes mercados e estão intimamente ligadas ao valor de suas mercadorias, tem impactos nas receitas, como também as empresas que necessitam destas matérias-primas para suas
produções industriais, gerando diferentes resultados em suas operações, como por exemplo a petroquímica Braskem que utiliza do petróleo na produção de plástico, ou ainda, a metalúrgica Tupy que sofre diferentes impactos com o preço do minério de ferro.

Como no início da reflexão, o comportamento da economia mundial sofre grande influência com os mercados de commodities, que caracterizam-se por apresentar significativa volatilidade de preços.

Pode-se considerar que a volatilidade está relacionada à baixa elasticidade- preço da oferta, ou seja, a capacidade de resposta das regiões produtoras desses bens diante de oscilações econômicas é relativamente lenta, dada a estrutura de
oferta e a ausência de capacidade ociosa, fazendo com que, pelo menos no curto prazo, o ajuste ocorra via preços e não via quantidades.

Por isso, é importante, ao investirmos em uma empresa, um contrato futuro ou um fundo multimercado ou ações, observarmos todos os fatores, riscos e oportunidades, para compreendermos qual momento do ciclo daquele ativo estamos,
afinal comprar barato, ou comprar caro as vezes é óbvio, o difícil é vender no timing certo.

E você, tem algum ativo que lida diretamente com alguma commoditie, ou indiretamente? Conte-nos! 

14/07/2020  

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